sábado, junho 09, 2007

Harry Potter and the Sorcerer's Stone (2001)

Harry Potter e a Pedra Filosofal" é a primeira adaptação dos "best-sellers” da escritora britânica J.K. Rowling. Órfão de pai e mãe, o pequeno Harry, o rapazinho de óculos cujas aventuras livrescas conseguiram encantar miúdos e graúdos em todo o mundo, vive com os tios, terrivelmente malvados, e com um primo badocha, que odeia. No entanto, toda a sua vida muda quando recebe milhares (sim!) de cartas de um colégio de feitiços e magia chamado Hogwarts. Sem saber como e porquê, e com a ajuda de um gigante barbudo, Harry acaba por ir lá parar, e logo de imediato é reconhecido por todos, como “o único rapaz que sobreviveu”. Com os seus amigos Ron e Hermione a seu lado, Harry descobre então que os pais eram famosos feiticeiros e que o mago que os matou – mas que ficou com os poderes aniquilados pelo facto de o pequeno Potter ter sobrevivido – quer tentar roubar a Pedra Filosofal, elemento alquimista da vida eterna, fonte de todos os poderes mágicos.

Apesar de muitos, como eu, nunca terem lido as obras literárias de Rowling, ninguém hoje duvida que Harry Potter é um dos grandes fenómenos do início do milénio e que continua a mover multidões, ainda hoje, após quatro filmes e seis livros. Repleto de magia e de imaginação, este “Harry Potter and the Sorcerer’s Stone” dissipa um clima bem inglês por todos os poros, começando desde de logo pelo elenco - que até se dá ao luxo de conter John Hurt e Julie Walters em papéis ultra-secundários – e acabando, como é óbvio, na contextualização situacional das personagens. Com a árdua tarefa de agradar a fanáticos e de introduzir o “mundo mágico” de Hogwarts e a história pessoal de Harry a leigos, Chris Columbus consegue, através de um produto claramente familiar e não restritamente infantil, satisfazer e contentar ambas as partes.

Politicamente correcto, mas raramente enfadonho, “Harry Potter e a Pedra Filosofal” peca por alguma falta de densidade dramática nos seus acontecimentos basilares. Jogando pelo seguro, sem truques nem riscos que pudessem colocar em perigo a coerência incoerente do tudo quanto vemos na tela, Columbus volta a erguer uma obra que certamente irá perdurar no tempo, depois de realizar os míticos “Home Alone” e ser o argumentista de “Gremlins” e “Goonies”, tudo filmes marcadamente destinados a uma faixa etária inocente e pueril. Aqui, mais do que realizador, é um maestro que unifica as demais variáveis da obra literária de Rowling, de forma equilibrada e suficiente.

Em suma, “Harry Potter and the Sorcerer’s Stone”, sem inovar por aí além, acaba por ser um filme que transborda magia e competência. Estampando esperança nos sonhos dos mais pequenos, tanto o elenco como a equipa técnica não deixam ficar mal a espantosa máquina promocional que foi montada à volta deste filme de estreia, e que o transformou, na altura da sua estreia, como um dos filmes mais rentáveis de sempre. Pena que a literatura seja, sempre e sem excepção, um campo decididamente mais fértil para a imaginação sem limites.

10 comentários:

Bracken disse...

Beeeemmmm... se dás 4 estrelas a este "Harry Potter", o Azkhaban merece, no mínimo... 8!
Abraço.

Sérgio disse...

E o Calice de Fogo umas 11...

Knoxville disse...

Calma malta, sejam brandos comigo. Ainda só vi este primeiro, e foi ontem :) Mas espero bem que sim, que os próximos sejam melhores :)

Cumprimentos Bracken e Sérgio!

RJ/KritiCinema disse...

Columbus apostou, como dizes, num ambiente que não inova muito... Uma narrativa pueril e pouco inovadora...
Em termos visuais este filme deixa muito a desejar, ainda que seja claro, um filme mágico para toda a família...

Fico à espera das análises aos restantes... O 2 tem basicamente os mesmos pontos fracos que este, mas a partir do 3 notou-se uma grande melhoria... Tudo graças a Cuáron, que foi para mim, a mente mais importante nas aventuras do jovem Potter no grande ecrã!

Os livros não são os "melhores do mundo" mas gostei deles... Acho que este filme faz juz à primeira aventura, ainda que me pareça, pelos trailers, que o que vai sair em Julho se torne no melhor...

Sérgio disse...

Sim, tambem me parece q o ultimo venha a ser muito bom... Ate porque o livro também o é...

Knoxville disse...

RJ, vou esta noite ver o segundo, talvez amanhã deixe por cá a minha opinião. Espero que não me desiluda, até porque estou com vontade ver agora agora os 4 pela primeira vez, de uma assentada. Um abraço.

Sérgio :) Cumprimentos!

Gonçalo Trindade disse...

O segundo segue muito o mesmo estilo do primeiro, e os dois têm aproximadamente a mesma qualidade (o segundo é um pouco melhor, já que a história é em si também ela melhor que a do primeiro filme). O terceiro é adorado por muitos e considerado o melhor da saga (eu, pessoalmente, considero-o o pior da saga... é um filme horrivelmente apressado, por vezes com um melodramatismo irritante). O quarto é, na minha opinião, o melhor da saga.

É óbvio que (e isto vai soar a cliché), sendo eu um enorma fã da saga... os filmes não chegam aos calcanhares dos livros ( apesar de achar que nestas ocasiões os filmes devem ser avaliados como filmes, e não como adaptações).

Vê os filmes, e depois lê os livros ;)(aproveita, que o sétimo e último capítulo da saga sai em Julho).

Um abraço, Knox! (e onde é que está essa crítica ao Homem-Aranha 3? Não me obrigues a enviar um email!)

Knoxville disse...

Não me parece que vá ler os livros caro Gonçalo, porque não fazem o meu estilo de literatura. Sou bastante selectivo no que a ler toca (ao contrário do cinema, que vejo de tudo um pouco). Quanto ao Homem-Aranha 3, lá para o fim da semana passa por cá ;) Um abraço!

Nuno Pires disse...

Os livros são bem melhores que os filmes. E o primeiro filme é o "pior" de todos... não sei como podes dar 4 estrelas :p

Knoxville disse...

Só vi mesmo o primeiro caro Nuno. Talvez depois de ver os outros, arrependa-me destas quatro estrelas. A descobrir daqui a uns dias :)

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