quinta-feira, abril 07, 2005

Cypher



"Cypher" volta a pegar na temática das grandes companhias e na sua busca pelo controle da mente humana, tal como outros filmes recentes como Code 46 ou Gattaca. Jeremy Northan, vencedor do galardão de melhor actor no Fantasporto, é um homem contratado por uma misteriosa companhia para executar os mais variados trabalhos. Frustrado pelo tipo de tarefas que lhe oferecem, Northan está longe de imaginar o que realmente se passa nas variadas convenções onde participa. Será Lucy Liu que o vai guiar a uma dura realidade.

O filme, sempre com uns tons muito fracos de côr, quase esbranquiçados, têm um arranque auspicioso, mas deixa de ser cativante e misterioso, para se tornar confuso e chato, um bocado abandonado pela incapacidade de Natali de levar o seu conceito até ao fim.

Explicando melhor, “Cypher”, tal como “Cube”, é um filme que escolhe a saída fácil. Parece haver um medo em Vicenzo Natali em ser demasiado original, pode-se dizer. Em “Cypher”, o seu término misterioso não passa de uma forma de gerar confusão e resolver a história humana de uma maneira simples, apesar de não deixar de ser um bom final, e que nos escapou desde o início.

"Cypher” pode não ser um filme brilhante, mas claramente restaura-nos a fé de ver na ficção científica filmes tão ambiciosos como este. No entanto, fica um pouco aquém da primeira obra de Natali, "Cube".

.: 5/10 :.
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